Archive for Agosto 18th, 2008
E tomarás o carneiro das consagrações e cozerás a sua carne no lugar santo
Êxodo 29:31-46 (leia aqui)
O carneiro da consagração primeiro tinha de ser oferecido, e depois ingerido pelos sacerdotes. O crente, para servir a Deus, precisa primeiro ser alimentado por Ele que, mesmo na morte, foi inteiramente consagrado a Deus. O apóstolo nos exorta a andar “em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Efésios 5:2). Os sacerdotes tinham de comer a carne do carneiro da consagração “à porta da tenda da congregação”; em outras palavras, antes de servir no santo lugar. A cada um dos sete dias da semana era necessário um novo sacrifício: o fruto de exercícios espirituais e afeições renovadas dia-a-dia.
O final do capítulo nos fala dos sacrifícios que tinham de ser oferecidos “continuamente“, “nas vossas gerações” (veja Números 28:3, 6, 10 e 15:15…; Esdras 3:5), para exaltar incessantemente a obra da cruz perante Deus.
Tendo santificado o tabernáculo, o altar e a família sacerdotal, Deus poderia habitar no meio dos Seus de forma apropriada à Sua glória (vv. 44-45). O apóstolo Paulo destaca o mesmo relacionamento entre a atual habitação de Deus pelo Espírito nos crentes e a santidade que deve caracterizá-los (leia 1 Coríntios 3:16-17 e 6:19).
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Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as suas mãos sobre a sua cabeça
Êxodo 29:19-30 (leia aqui)
A cerimônia prosseguia; naturalmente, os filhos de Arão não haviam sido purificados para fazer depois disso o que desejassem. Eles eram consagrados, separados para o serviço do Senhor. Em Israel somente a família de Arão exercia o sacerdócio, mas, agora, todos os que fazem parte do povo de Deus são chamados para essa nobre tarefa. Amigo crente, se em Seu grande amor Deus lhe salvou, é para que daqui em diante você seja completamente consagrado a Ele. O sangue sobre a ponta da orelha direita, sobre o polegar da mão direita e sobre o polegar do pé direito (v. 20) mostra que essas partes do corpo, as quais falam respectivamente de obediência, ação e andar, eram santificadas a fim de que fossem colocadas à disposição de Deus pelo poder do Espírito Santo (o óleo no sangue).
Observe que a expressão traduzida pela palavra “consagração” significa literalmente “encher suas mãos”. Ademais, longe de se ver nisso (como fazem alguns) um ato pelo qual nos oferecemos ao Senhor (podemos dar a Ele algo que já Lhe pertence?), compreendemos, ao contrário, que as nossas mãos, ou melhor, o nosso coração, precisa primeiro ser preenchido por Deus, para que possamos “mover” as ofertas (Cristo) perante Ele (v. 24; 1 Crônicas 29:14).
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ISTO é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem mácula
Êxodo 29:1-18 (leia aqui)
Visto isoladamente, Arão representa Jesus; como tal, ele é ungido à parte, e não era necessário sangue (v. 7). Em companhia de seus filhos, vemos Cristo ali com os Seus. Em virtude de seu relacionamento com Jesus, o grande Sumo Sacerdote no céu, os crentes estão unidos a Cristo na oferta de sacrifícios de louvores a Deus. Porém, antes de estarem em posição de exercer seu ofício, Arão e seus filhos tinham de preencher alguns requisitos. Foram preparados sacrifícios para eles. Eles tinham de se aproximar da porta do tabernáculo e ser lavados com água (observe que eles mesmos não podiam fazer essas coisas). Então recebiam novas vestes, descritas no capítulo 28. Moralmente, as mesmas coisas são essenciais antes de qualquer serviço cristão. Primeiro é necessário achegar a Deus com o “mais excelente sacrifício” que expia nossos pecados. Então é necessária a “lavagem de água”, uma atribuição da Palavra de Deus (Hebreus 10:22; Tito 3:5). Por último, é preciso que as nossas vestes limpas se unam com o nosso corpo purificado. Zacarias 3:3-5 nos mostra um sacerdote, Josué, a quem o Senhor veste, trocando suas “vestes sujas” por trajes adequados. A nossa conduta exterior deve ser pura, correspondendo assim à purificação interior de nossa consciência. É mediante o ato de nos revestirmos do Senhor Jesus Cristo que poderemos fazer isso (Romanos 13:14).
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VÓS, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo
Não suponhamos que esta epístola, a qual expõe verdades tão elevadas e às vezes abstratas, tenha sido escrita apenas para crentes experimentados, os varões perfeitos mencionados em Efésios 4:13. Aqui o apóstolo está dirigindo-se diretamente aos filhos. O que ele tem a lhes dizer é bem simples: “Obedecei a vossos pais”; considerai essas instruções como se fossem as do Senhor. Esta disciplina, por mais penosa que às vezes possa parecer, corresponde às instruções que os pais receberam acerca de seus filhos (v. 4).
Quanto aos servos e aos senhores, o que lhes é recomendado se aplica a todos os que têm um patrão (vv. 5-8) ou subordinados (v. 9). O nosso trabalho nos dará todos os dias a oportunidade de pôr em prática esses versículos, a saber, fazer de coração a vontade de Deus. Estamos continuamente sob Seus olhos (v. 6). Mas necessitamos de força. Onde a encontraremos? No Senhor (v. 10). Só Ele nos capacitará a enfrentar os temíveis inimigos invisíveis: as potestades espirituais da maldade satânica que nos ameaçam. Porque Cristo mesmo está sentado “nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio…”, havendo logrado sobre eles a vitória da cruz (Efésios 1:20-22; Colossenses 2:15).
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Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br |
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Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor
Desde o v. 22 do capítulo 5 até o v. 9 do capítulo 6, o apóstolo introduz o cristianismo no círculo familiar. A submissão de uma esposa a seu marido, tema do v. 22, é considerada atualmente, pelo menos nos países ocidentais, um princípio antiquado. Mas se o amor de Cristo constitui a atmosfera de um lar, o marido não exigirá nada que seja arbitrário, e a mulher, por sua vez, reconhecerá que tudo o que lhe é pedido corresponde à vontade do Senhor. Com efeito, é o amor que governará a atitude do marido. E novamente o perfeito Exemplo nos é apresentado: Cristo em Sua divina afeição pela igreja. Nos capítulos 1 (v. 23) e 4 vemos a Igreja como Seu corpo e Ele como a Cabeça. No capítulo 2, a Igreja é apresentada como um edifício do qual Ele é a pedra angular. Finalmente, aqui ela é Sua esposa. Como tal, recebeu, recebe e continuará a receber as mais excelentes demonstrações de Seu amor. Ontem, Cristo Se entregou a Si mesmo pela Igreja (v. 2). Hoje, Ele a cerca com Seu cuidado, purifica-a, alimenta-a e com ternura a prepara para o glorioso encontro (vv. 26, 29; 4:11). Amanhã, Ele a apresentará a Si mesmo, para Seu gozo, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas gloriosa, santa e irrepreensível, porque ela será então revestida de Sua própria perfeição (v. 27).
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Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br |
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Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos
Cuidado com as vãs e torpes palavras que podemos pronunciar (vv. 3-5) ou escutar! (v. 6). Éramos outrora trevas, agora somos “luz no Senhor”; entre as duas posições se encontra a nossa conversão! A estes dois estados correspondem duas maneiras de andar: a de outrora (2:2; 4:17-19), e essa, que deve caracterizar-nos de agora em diante. Tendo sido criados para as boas obras, devemos andar nelas (2:10). Já que fomos chamados a participar da glória de Cristo, que então andemos de um modo digno dessa vocação (4:1). Posto que somos filhos do Deus de amor, andemos em amor (5:1-2). Tendo sido transformados em “luz no Senhor”, andemos como filhos da luz (v. 8; comparar João 11:10). Nos dias maus e perigosos em que vivemos, observemos onde pisamos; andemos com cuidado (v. 15). Todas essas condições são uma penosa restrição? De modo algum, e os vv. 19 e 20 mostram de que maneira o crente pode demonstrar sua alegria e gratidão.
Meditemos no v. 16. Infelizmente, cada um de nós conhece o pesar de ter deixado escapar muitas oportunidades de servir ao Senhor ou dEle dar testemunho. Pelo menos, saibamos aproveitar as oportunidades que se nos apresentam. E não percamos a única e maravilhosa ocasião de viver o restante de nossa curta vida terrena para o Senhor Jesus Cristo. Só Ele é digno disso.
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Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br |
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Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou, e se foi
18 de Agosto
“Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou, e se foi…” 2 Reis 5.10-11
O Jordão é um rio estranho e maravilhoso. O leproso recebe ordens de se lavar nesse rio. Só ali ele pode ser curado da sua lepra. Mas a pessoa comum se opõe a isso, pois o Jordão é uma representação de Jesus Cristo, o próprio crucificado. Jesus, Aquele que veio do Pai, Aquele que não tinha pecado, desceu e se esvaziou a si mesmo e se tornou um rio purificador para todos aqueles que querem se lavar nele. O nome Jordão significa “descer”. Nisso consiste o esvaziamento de Jesus. Pois Ele também desceu e se humilhou. Mas por meio desse ato de se esvaziar a si mesmo, de descer, se abriu uma torrente que flui em toda a eternidade. Se você seguir a Jesus neste Jordão, se identificar com Jesus na Sua morte, você também estará descendo: Ele diz: “Se alguém me serve, siga-me…” Aí acontecerá com você o mesmo que acontece com o Jordão, cuja água nunca seca. Aquele que segue o caminho do Cordeiro, desce; sua natureza é cada vez mais esvaziada. Mas justamente por causa disso, segundo as Escrituras, uma pessoa assim é “…um jardim regado, e como um manancial, cujas águas jamais faltam”.
Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)
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Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações
17 de Agosto
“Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações.” 1 Pedro 1.19
“Ter”, segundo a nossa concepção, significa “firme possessão”, “propriedade garantida”. O Senhor quer dizer que não apenas recebemos a Palavra profética, mas também a possuímos. Ela é uma possessão preciosa, para a qual devemos atentar como para “uma candeia que brilha em lugar tenebroso”, e dela devemos tirar o máximo proveito. Vivemos na tenebrosa noite dos tempos finais: “…até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações.” Fico profundamente comovido por Pedro não ter dito: “…até que a estrela da manhã nasça no céu, e Jesus desça da glória celestial”, mas, sim: “…até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações”. Com essas palavras, ele testifica que a vinda de Jesus tem a ver com nossos corações. Por isso, no momento em que Jesus aparecer será provocado um poderoso eco nos corações dos filhos de Deus santificados. A luz da Palavra profética é cada vez mais necessária porque o cumprimento, ou seja, a realização da profecia bíblica se acelera em nossos dias. Não está mais distante o dia em que o Senhor se revelará diante dos olhos de todo o mundo.
Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)
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Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões.
16 de Agosto
“Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões.” 2 Pedro 3.3-4
Com a profecia sucede muitas vezes o mesmo que com a oração: acontece justamente o contrário daquilo que pedimos. Em vez de sermos livrados de uma aflição, ela se torna ainda maior. Mas os verdadeiros filhos de Deus não se deixam intimidar por isso. Eles sabem: se tudo o que vejo e experimento contradiz meu pedido, mesmo assim a resposta está bem próxima. No caso das profecias, em um primeiro momento parece que acontece exatamente o contrário daquilo que está escrito na Bíblia, o que leva os inimigos do Senhor a debocharem do povo de Deus. Mas os verdadeiros cristãos pressentem, sabem o que está acontecendo no mundo invisível, embora nada do que se passa naquela esfera possa ser visto ainda. Um bom exemplo é a profecia do profeta Isaías, que diz que Babel (o Iraque) e a gloriosa pompa dos caldeus chegaria ao fim como aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra. Ou, como diz o profeta Jeremias, Babel se transformaria num monte de pedras e em morada de chacais. O definitivo cumprimento dessa profecia ainda está por acontecer, mas já se iniciou, já caminha para seu desfecho final. Continuemos a confiar no Senhor apesar de tudo o que pode nos afastar dEle.
Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)
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Graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz
Sábado 16 Agosto
Graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz
(Colossenses 1:12).
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE NÚMEROS (Leia Números 18:20-32)
O Senhor acrescentou a todos os presentes que Ele havia dado a Arão e sua família o mais excelente de tudo (vv.1-19). Ele deu a Si mesmo para ser compartilhado por todos os Seus. “Eu sou a tua porção e a tua herança”, Ele diz no versículo 20. Davi e Asafe dizem o mesmo: “O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice” e “Deus
é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Salmo 16:5 e 73:26). O Filho de Deus não é o presente mais excelente que recebemos dEle? E se Cristo é a nossa porção, o que mais podemos querer enquanto estivermos neste mundo? Demo-nos conta que, como os levitas, não temos outra herança aqui na terra, nenhuma outra posse verdadeira. Mas, por outro lado, possuímos tudo no céu, afinal lá temos o próprio Senhor Jesus.
Era exigido que o israelita pagasse o dízimo de sua renda para o serviço do santuário (Levítico 27:30). Tais dízimos faziam provisão para as necessidades dos levitas que não tinham nem eira nem lagar (v. 30), nem terras para cultivar. No entanto, eles não eram privados de ter a parte deles nos bens da nação. Por sua vez, os levitas davam o dízimo de tudo o que recebiam.
Podemos resumir o capítulo 18 usando uma grande declaração do Novo Testamento: “Tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus” (1 Coríntios 3:22-23).
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Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br |
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